Centro de Recursos para a Inclusão (CRI)

O Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) da APPDA LISBOA, acreditado nos termos do Aviso n.º 5032/2017, publicado no Diário da República, 2ª série – n.º89, de 9 de maio de 2017 conta com o co - financiamento  da DGEstE - Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares. Formalmente constituída como CRI em 2009, a equipa foi pioneira no apoio à inclusão, enquanto parceira de diversos agrupamentos escolares desde 2001, com o projecto AJUDAUTISMO. Este projecto resultou de uma parceria com a Direção Regional de Educação de Lisboa (DREL, Ministério da Educação, Programa Ser Criança) e o Laboratório de Genética da Faculdade de Medicina de Lisboa e constituiu o embrião da criação dos CRI e de todas as estruturas de apoio à inclusão de alunos com Perturbações do Espetro do Autismo (PEA) nas escolas de ensino regular. Poderá saber mais sobre este projeto aqui. 

O CRI da APPDA LISBOA é um serviço especializado que apoia e intensifica a capacidade da escola na promoção do sucesso educativo de todos os alunos com PEA, atuando numa lógica de trabalho de parceria pedagógica. 

Esta valência tem como áreas de intervenção a psicologia, a psicomotricidade e a terapia da fala. No ano lectivo de 2021/2022, a equipa contou com 21 técnicas especializadas que apoiaram um total de 167 alunos, individualmente ou em grupo, atuando em diversos contextos.
 

Contextos Centro de Recursos para a Inclusão

Numa atuação abrangente e flexível, têm sido desenvolvidas ações de capacitação (comunidade escolar e parental) e sessões de terapia assistida por animais (cão e cavalo)., de acordo com as necessidades e recursos disponíveis em cada escola. Todas as ações são desenvolvidas no âmbito do programa educativo individual (PEI) do aluno, do plano individual de transição (PIT), visando apoiar a inclusão das crianças e jovens com PEA através da facilitação do acesso ao ensino, à formação, ao trabalho, ao lazer, à participação social e à vida autónoma.

Objetivos da intervenção do CRI:

  • Avaliar de forma especializada as crianças e jovens com PEA, recorrendo a instrumentos de avaliação de cada área de intervenção;
  • Intervir de forma especializada, individualizada e adaptada às necessidades e características de cada aluno;
  • Apoiar na elaboração, implementação e monitorização dos programas educativos individuais;
  • Colaborar na elaboração de materiais de trabalho com conteúdos de apoio ao currículo, nos domínios da avaliação e da intervenção;
  • Desenvolver ações de formação e sensibilização de apoio à família e à comunidade escolar; 
  • Consciencializar a comunidade para a inclusão de pessoas com PEA;
  • Participar na elaboração do Plano Individual de Transição (PIT), proporcionando experiências em contexto real de trabalho na comunidade;
  • Promover o apoio à transição dos jovens para a vida pós-escolar.

Tem como parceiros, atualmente, os seguintes agrupamentos escolares:

  • Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette;
  • Agrupamento de Escolas de Alfornelos
  • Agrupamento de Escolas da Bobadela
  • Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro
  • Agrupamento de Escolas João Villaret
  • Agrupamento de Escolas das Laranjeiras 
  • Agrupamento de Escolas Pedro Eanes Lobato
  • Agrupamento de Escolas Pintor Almada Negreiro
  • Agrupamento de Escolas Sta. Maria dos Olivais
  • Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira 

Desde o início da sua atuação, a equipa do CRI sempre trabalhou em articulação com as equipas das Unidades de Ensino Estruturado para o Apoio à Inclusão de Alunos com Perturbações do Espetro do Autismo e maioritariamente com os alunos por elas apoiados. Esta resposta foi criada formalmente pelo decreto-lei nº 3/2008, constituíndo-se como uma rede em escolas ou agrupamentos de escolas, com vista a concentrar meios humanos e materiais que pudessem oferecer uma resposta educativa de qualidade a estes alunos, sendo objetivos destas unidades, entre outros:

a) Promover a participação dos alunos com perturbações do espetro do autismo nas atividades curriculares, entrosando com os seus pares de turma;
b) Implementar e desenvolver um modelo de ensino estruturado, consistindo na aplicação de um conjunto de princípios e estratégias que promovam a organização do espaço, do tempo, dos materiais e das atividades;
c) Aplicar e desenvolver metodologias de intervenção interdisciplinares que, com base no modelo de ensino estruturado, facilitem os processos de aprendizagem, de autonomia e de adaptação ao contexto escolar;
d) Proceder às adequações curriculares necessárias;
e) Assegurar a participação dos pais/encarregados de educação no processo de ensino e aprendizagem;
f) Organizar o processo de transição para a vida pós-escolar.

Com a implementação da legislação referente ao regime jurídico da Educação Inclusiva (Decreto de Lei 54/2018, cuja versão atualizada pode consultar aqui) foram criados os Centros de Apoio à Aprendizagem, com um âmbito mais abrangente, que acolheram as estruturas existentes no terreno, nomeadamente estas unidades especializadas. 

Poderá consultar a lista de agrupamentos de escolas que dispõem de recursos especializados para alunos com autismo, na região de Lisboa e Vale do Tejo, disponibilizada pelo Ministério da Educação (relativa ao ano letivo de 2016/2017) aqui.